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Devadasis: As Sacerdotisas da Dança na Índia Antiga


Desde as origens das civilizações subcontinentais indianas, a dança ocupa uma posição singular e essencial, enquanto veiculo de preservação de suas tradições ancestrais.

Sendo considerada de origem divina, como manifestação existencial de Shiva (o Deus dançarino), a dança esteve enraizada desde os seus primórdios, a cultos de adoração a natureza e aos seus ciclos. Na Índia ela é reconhecida como uma das mais completas formas de Yoga (união),  reunindo os oito estados (ashtanga) da realização yogi: Yama (abstinência), Nyama (observação/conduta), Asana (postura), Pranayama (respiração consciente), Pratyahara (desligamento da percepção exterior), Dharana (concentração), Dhyana (meditação) e Samadhi (contemplação, onde dançarino e dança se convertem em UM).

Com este enfoque espiritualista, as danças clássicas indianas se desenvolveram ao longo dos séculos dentro de um contexto devocional, primordialmente templário.

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Entre VI e XIII DC, período conhecido como a Era de Ouro da dança indiana, a comunidade das Devadasis (Deva = Deus – Dasi = Serva), ou dançarinas templárias (Dasi = Serva – Atam = Dança), atingiu o ápice de sua expressão na sociedade. De múltiplas origens sociais, as Devadasis constituíram um grupo social a parte do sistema de castas hinduísta. Eram em grande parte, oferecidas aos templos ainda na infância, por famílias de Brahmins (alta casta) como um gesto devocional, como também, havia aquelas recolhidas de situações mais desfavorecidas.  Independente de suas origens, deviam cumprir com o perfil e apresentar as aptidões requeridas. Também, aquelas que eram filhas das Devadasis, eram potenciais continuadoras da tradição, já que ainda que fossem sacerdotisas e habitassem nas premissas templárias,  em muitos casos eram livres para constituir suas famílias e escolher seus parceiros. 

É importante ressaltar que na Índia antiga a sexualidade não esta dissociada da espiritualidade, mas contida nela. Por outro lado, era também comum casos de celibato integral (brahmacharya) dentro da comunidade.

Tudo indica que as Devadasis ocupavam uma posição privilegiada na sociedade. Eram protegidas pelos reis e presenteadas frequentemente com propriedades, jóias e sedas. O que as levava a disfrutar de uma vida proeminente.

O Treinamento –  Devadasi Sadhana

Ao serem aceitas nos templos pelos sacerdotes, as pequenas Devadasis eram casadas com Deus (em maioria Shiva), quando passavam pelo simbolico ritual do Tali, ou colar matrimonial, e então eram adornadas nos ombros com motivos florais feitos de sândalo e henna.

Eram treinadas em música, dança, literatura clássica e sagrada (sânscrito), línguas regionais e serviços de ordem religiosa (puja), onde rituais sagrados e dança se fundiam em uma sublime síntese de espiritualidade e arte.

No primeiro dia de treinamento era obedecido um ritual em devoção ao Deus-Esposo, onde eram oferecidas guirlandas de flores perfumadas, frutas, incensos, se entoavam cânticos específicos, culminando em uma pequena cerimônia de reverencia ao mestre de dança do templo. Então uma vara de bambu envolvida em seda, (Talakoile) era sustentada horizontalmente (como uma barra de ballet) por duas Devadasis experientes, e a iniciada, ao som de silabas rítmicas recitadas pele mestre (Guru), segurando no bambu dava seus primeiros passos de dança, batendo os pés sobre uma camada de sementes de arroz. Desta forma “as sementes da arte eram nela plantadas”. Ao completar sete anos de vigoroso treinamento, em um auspicioso dia, de acordo com o alinhamento planetário, o Gajjai Puja, ou ritual de adoração das tornozeleiras, era então obedecido, quando a jovem Devadasi vestia suas tornozeleiras de guizos pela primeira vez.






Conta a lenda de que Urvasi, uma ninfa celestial, estava dançando na corte de Indra, o Rei dos Deuses, quando seu olhar se cruzou com o olhar apaixonado de Jayanta, filho de Indra, fazendo Urvasi se desconcentrar da dança por um instante. Então o grande sábio Agatsya ao perceber isto, se enfureceu e amaldiçoou ambos, Urvasi e Jayanta. Ela teria que encarnar como uma Devadasi, e ele como uma arvore de bambu nas montanhas de Vindhya. Urvasi e Jayanta se ajoelharam ao pés do grande sábio e imploraram para que ele retirasse sua maldição. Piedoso, ele declarou que quando Urvasi alcançasse o momento de seu debut (Arangetram) como dançarina templária, ela seria apresentada com o Talakoile (o príncipe Jayanta em forma de bambu) e que no momento em que ela o tocasse a maldição se dissolveria e ambos voltariam à corte dos céus de Indra.  



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Sri Saraswati Devi

Por Krishna Sharana

Do sétimo ao nono dia de Navaratri, adoramos a Deusa Saraswati.



Saraswati Devi é a Deusa do Conhecimento e das Artes. Isso inclui todos as escrituras, linguagem, filosofia, música, dança, escultura, pintura, etc, assim como a Ciência. Ela é especialmente querida aos artistas e professores. Mas mais importante, ela é responsável pelo conhecimento mais elevado, o espiritual, que se revela através da sabedoria e realização.

 Ela é a esposa de Brahma, o Deus da Criação, e a Criação de tudo requer inteligência e discernimento. Como todos nesse universo, ela também foi criada por Brahma, e se uniu a ele para coinciliar o ato da criação com a sabedoria. As duas outras esposas de Brahma, Gayatri e Savitri, são consideradas expansões de Saraswati,  O nome Saraswati significa “Aquela que nos dá a essência do nosso Eu”. Ela representa o Guru que possui todas as qualidades necessárias para nos mostrar a realidade única e eterna.

Sri Saraswati é representada sempre com quatro mãos, sendo que duas delas seguram a Veena, instrumento de cordas indiano considerado o mais complexo de todos, uma mão segura o rosário (mala, em sânscrito) simbolizando os cantos sagrados (mantras), e a outra mão segura os Vedas, escrituras sagradas do hinduísmo. Saraswati usa vestimentas brancas simbolizando a pureza. Ela pode ser mostrada sentada em uma flor de lótus, ou ás vezes sobre um cisne, um galo ou um pavão.



Saraswati Devi é também conhecida por nomes como Sharada Devi, Sharadamba, Brahmani, Vani, Hamsini, Suvasini, Vinapani, Medha, etc.

Apesar Dela não ter tantos templos na Índia como as outras Deusas, um dos templos mais importantes do hinduísmo, Sri Sharada Pitham em Sringeri (estado de Karnataka no sul da Índia) é dedicado a  Sri Sharada Amba, uma das formas de Saraswati Devi. Esse templo milenar foi construído por Sri Shankaracharya, um dos maiores santos da Índia. Neste templo Saraswati Puja é celebrado com muita pompa e opulência durante o Navaratri.





No segundo dia de adoração a Saraswati, é realizado Ayudha Puja em todos as escolas, lares e templos. Ayudha Puja significa literalmente “Adoração de Instrumentos”. Nesse dia todas os objetos usadas para o trabalho e educação são adorados, desde instrumentos musicais, livros e cadernos,a veículos, ferramentas, computadores e equipamentos eletrônicos. É uma maneira de adorar e agradecer a Deusa Saraswati pelo conhecimento dado para nos sustentar através da vida, e orar para que esse conhecimento seja usado com consciência e respeito.








Bibliografia:

Nityanand, Swami. Symbolism in Hinduism. Mumbai: Chinmaya Mission Trust, 1983.
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Lakshmi Devi - Navaratri

 Lakshmi Devi
por Krishna Sharana

Do quarto ao sexto dia de Navaratri, a Deusa Lakshmi é adorada.

No hinduísmo, Lakshmi Devi é a Deusa da prosperidade, riqueza e fortuna, não somente a fortuna material, mas também os valores nobres da vida, como ética e moral, que constituem riqueza espiritual. Essas são as riquezas a serem adquiridas antes do conhecimento mais profundo, por isso Lakshmi é adorada antes de Saraswati.
Sri Lakshmi Devi surgiu do oceano de leite, que existe na base de nosso universo.  Ela é a esposa de Vishnu, responsável pela manutenção do Universo.  Ela sempre O acompanha quando Ele vem a Terra em suas encarnações (Avataras). Maha Lakshmi Devi é a Grande Mãe no seu papel de realizar todos os desejos. Ela representa a realização mais profunda da divina graça e amor, nutrindo e apoiando todas as nossas ambições mais elevadas, culminando em Devoção.

Maha Lakshmi é geralmente mostrada sentada em uma flor de lótus, com quatro braços, sendo que os dois superiores seguram flores de lótus, e os outros dois braços inferiores estão em gestos de benção e de caridade (muitas vezes com a mão direita Ela despeja ouro e outras riquezas sobre os devotos). A sua montaria é uluka- uma coruja. A coruja é um símbolo universal de sabedoria. Sem sabedoria, a riqueza é mal utilizada.

Lakshmi Devi tem diversos nomes como Sridevi, Kamala, Raama,Padma, Padmaja, Padmini, Haripriya, Hiranmayi, Tradicionalmente, Lakshmi Devi é adorada em suas 8 formas conhecidas como Sri Ashta Lakshmi.

Adi Lakshmi: Ela reside com o Senhor Narayana em Vaikuntha, o céu espiritual. A Divina Mãe nessa forma é vista servindo ao Senhor Narayana, assim como Ela serve toda a criação. Sri Adi Lakshmi é a Shakti (poder) de Sri Narayana (Vishnu).


Dhanya Lakshmi: Dhanya significa grãos. Isso inclui todas as formas de comida purificada contendo todos os nutrientes necessários para a manutenção do nosso corpo físico. A alimentação sadia e nutritiva é uma grande benção dada por Dhanya Lakshmi. Ela também é adorada durante as colheitas.

Dhairya Lakshmi: Essa forma de Sri Lakshmi nos abençoa com coragem infinita e força. Quem está em sintonia com o poder infinito Dela, sempre serão vitoriosos. Aqueles que adoram Dhairya Lakshmi vivem a vida com grande paciência e estabilidade interna.

Gaja Lakshmi: Gaja significa elefante. È uma forma de Lakshmi Devi muito popular, com dois elefantes ao lado dela. Eles A banham com o néctar da imortalidade. Além disso, o Senhor Ganesha é sempre adorado juntamente com Sri Lakshmi Devi, para que os devotos consigam graça e bênçãos abundantes.

Ashta Lakshmi Yantra

Santan Lakshmi: Na vida de família, crianças são a maior riqueza. Aqueles que adoram essa forma de Santan Lakshmi são abençoados com a graça da Deusa Lakshmi e obtêm riqueza na forma de crianças com boa saúde e vida longa.

Vijay Lakshmi: Vijay significa vitória. Vitória significa ter sucesso em todas as facetas da vida. Isso inclui regozijar a glória da nossa natureza espiritual e conquistar nossa natureza inferior.

Dhana Lakshmi: Dhana significa riqueza. Mas de acordo com o Purusha Sukta do Rigveda, Dhana não é somente riqueza como ouro e dinheiro, mas também são nossas riquezas o Sol e a Lua, o fogo, as estrelas, as chuvas e os rios, os oceanos e as montanhas. Assim como nosso poder interno, nosso caráter e virtudes. Com a ajuda de Dhana Lakshmi nós iremos ter tudo isso em abundância.

Vidya Lakshmi: Vidya é educação. Educação não é somente meros estudos para receber diplomas, e sim todo o conhecimento que nos dirige á verdade mais pura e elevada do espírito.

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Bibliografia:


Nityanand, Swami. Symbolism in Hinduism. Mumbai: Chinmaya Mission Trust, 1983.

Frawley, dr, David. Tantric Yoga and the Wisdom Goddesses. New Delhi: Motilal Banarsidass Publishers, 1997.

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Durga Devi

Por Krishna Sharana

Nos três primeiros dias de Navaratri (os 9 dias de adoração a Deusa), adoramos a Deusa Durga.

Durga em Sânscrito significa “aquela que é incompreensível ou difícil de alcançar”.  A Deusa Durga é uma forma de Shakti adorada por seu aspecto graciosa assim como seu aspecto assustador. Mãe do Universo, ela representa o poder infinito do universo e é um símbolo do dinamismo feminino. A manifestação da Deusa Durga emerge de Sua essência sem forma e as duas são inseparáveis.

Ela também é chamada por inúmeros outros nomes, tais quais Amba, Ambika, Kali e Lalita. Muitos hinos, tais como o Lalita Sahasranama e o Sri Durga Ashtotarasata Naamaavalihi descrevem milhares de nomes para Durga Devi.

No norte da Índia, durante o Navaratri, Devi é adorada diariamente em suas 9 formas, que são as Navadurgas: Shailaputri, Brahmacharini, Chandraghanta, Kushmanda, Skandamata, Katyayani, Kalaratri, Mahagouri e Siddhidatri. Já no tantrismo tradicional do sul da Índia ela é adorada como as Dasa Mahavidyas ou as 10 formas de conhecimento, que são: Kali, Tara, Tripura Sundari, Bhuvaneshvari, Bhairavi, Chinnamasta, Dhumavati, Bagalamukhi, Matangi e Kamalatmika. No estado da Bengala, o festival de Durga Puja é muito famoso e é comemorado com grande fervor.



De acordo com a escritura Devi Mahatmya,  Durga Devi se manifestou de Shakti e recebeu suas armas de todos os Deuses que precisavam derrotar o demônio Mahisha, que não podia ser morto por nenhum homem. No oitavo e nono dia ela derrotou os dois demônios Chanda e Munda, e no décimo dia, derrotou Mahisha. Portanto o décimo dia, após os 9 dias de Navaratri, é considerado o mais sagrado, sendo chamado de Duhssera ou Vijayadasami.

Há aspectos infinitos de Durga descritos nos Pura nas e Agamas e a iconografia é consequentemente muito variada.Ela é geralmente mostrada como tendo 10 braços que carregam a espada, a concha, o disco (sudarshan chakra), rosário (japa mala), arco e flecha, tridente (trishula), maça (gada), flor de lótus (padma), e com uma das mãos direitas ela faz o gesto de bênçãos (abhaya mudra). Essas diversas ferramentas refletem Sua supremacia eminente que ajudam a controlar o universo e obedecer Sua vontade. Ela frequentemente tem como sua montaria um leão ou tigre. Está vestida maravilhosamente em um sári vermelho brilhante e tem diversos ornamentos decorativos. Seus cabelos está preso por uma coroa (mukuta) que então negros e brilhantes descem nos Seus ombros.

A Deusa Durga existe eternamente, habitando o coração e as mentes de seus devotos extáticos. Como um poder de Shakti, ela forma, mantêm e dissolve nomes e formas, e sendo a energia espiritual chamada Kundalini, ela ilumina os as flores de lótus dos sete centros de consciência no corpo humano sagrado.






Bibliografia:


Nityanand, Swami. Symbolism in Hinduism. Mumbai: Chinmaya Mission Trust, 1983.


Frawley, dr, David. Tantric Yoga and the Wisdom Goddesses. New Delhi: Motilal Banarsidass Publishers, 1997.

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Navaratri - Festival de Devi


Por Madhava Keli


Todos nós temos uma mãe. Devi é a mãe de toda a humanidade. As pessoas que reconhecem a sua mãe tem mais bem aventurança e coragem para lidar com as intempéries da vida. Nossa mãe biológica, está limitada ao espaço e tempo, apesar de a amarmos com igual valor, ela também desaparecerá como nós, porém até mesmo esta mãe biológica é filha de Devi. A senhora dos três mundos. A nossa Mãe Real.


Devi é a personificação energética da Verdade Cósmica, ela é quem nos orienta e nos nutre, Ela tem várias formas, mas todas representam uma só força. Podemos ver Devi no Sanatana Dharma (Hinduismo) como Parvati, Durga, Lakshmi, Saraswati, Kali, etc.






"Ela é descrita como a incorporação de Sakti, a energia universal. A Sakti Suprema se manifesta pessoalmente naquelas formas. Durga nos concede energia, física, mental e espiritual. Laksmi nos concede riqueza de muitos tipos, não apenas dinheiro, mas riqueza intelectual, riqueza de caráter e outras virtudes elevadas. Mesmo a saúde é um tipo de riqueza.
Laksmi nos fornece riqueza. Saraswati nos concede inteligência, capacidade intelectual, poder de raciocínio, e de discernimento (Viveka). Nossa mãe é uma combinação de todas estas coisas divinas. A Mãe Divina nos dá energia, riqueza, e inteligência. Ela está constantemente desejando nosso avanço na vida. Portanto, a Mãe Divina ou Devi representa as três deusas que nós adoramos." Trecho do blog Sanatana Dharma Brasil


Navaratri é um festival que acontece todo ano na Índia principalmente, para celebrar e adorar nove formas da Mãe Divina, é um evento de muita beleza e fé.
O Festival é dividido em grupos de três dias para adorar os diferentes aspectos da mãe. Nos três primeiros dias, é invocado como força poderosa Deusa chamada Durga, a fim de destruir todas as nossas impurezas, vícios e defeitos. Os próximos três dias, a Deusa Lakshmi como um doador de riqueza espiritual é adorada, que é considerada como tendo o poder de conferir
a seus devotos a prosperidade inesgotável. O conjunto final de três dias dedicado em adorar a mãe como a deusa da sabedoria, Saraswati . A fim ter sucesso em muitos aspectos na vida, precisamos das bênçãos de todos os três aspectos da mãe divina, daí, a adoração por nove noites.


Namastê!!
Feliz Navaratri a todos!





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Shiva Nataraja - O Deus da Dança





Shiva (o benévolo) é conhecido como “senhor do tríplice tempo” (passado, presente e futuro) e sua personalidade apresenta-se extraordinariamente rica em contrastes. Ele é um ser devorador como Kala (o Tempo), mas também misericordioso em todas as suas ações (Shankar), sendo cultuado em todos os lugares como um princípio universal de destruição com o intuito de renovação. (SARASWATI, 2006:148)
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor; fazendo parte da Trindade Hindu, onde Brahma é o criador e Vishnu o preservador. Na verdade Shiva destrói para construir algo novo, assim, poderíamos chamá-lo de "renovador" ou "transformador". Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.), Idade do Bronze, na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais; cultuado entre os dravidas, sendo o mais antigo Deus hindu. Shiva é o Deus supremo (Mahadeva), o pacífico (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu). Também possui o Lingam, símbolo do órgão sexual masculino, ligado a representação da fertilidade, e ao culto dos mortos na região central da Índia; ao seu lado encontramos sempre o símbolo do órgão sexual feminino, o Yoni; nesta representação vemos o que existe em diversos povos, a união dos opostos que dão o equilíbrio. 
Shiva possui vários nomes, os principais são: Pashupati, Nataraja, Shambo, Shankara, Ardharísshvara, Mahadeva, Bhikshatana, Veenadhara, Yogeshvara, entre outros. Na forma de Shiva Nataraja, ele aparece como o Rei (raja) dos Dançarinos (nata).

Na Índia a dança está associada a vida; a criação e a destruição são uma dinâmica universal, simbolizada por Shiva Nataraja, dentro de um círculo de fogo; nele o universo se interage e se cria, dando vida e movimento a tudo que existe, atingindo a verdade através de sua dança, que segundo Saraswati (2006) somam-se 108. “O significado mais profundo da dança de Shiva é sentido quando se compreende que ela acontece dentro de nós” (COOMARASWAMY apud RIBEIRO, 1999:9). 

As cinco atividades de Shiva (que são as atividades divinas): a criação (srishti), a manutenção/preservação (sthiti), a destruição (laya ou samhara), a reencarnação (tirobhava) e a salvação (anugraha) são chamadas de panchakria (penta-atividade de Shiva). 

Segundo Coomaraswami (1978) citado por Saraswati (2006:150),

(...) a dança de Shiva tem significado tríplice. Em primeiro lugar, ela representaria o jogo rítmico como fonte de todo o dinamismo existente no cosmo. Em segundo, a finalidade da dança seria libertar os seres das armadilhas de Maya, a ilusão e ignorância. Em terceiro, indicaria que o local da dança é Chindambaram, o centro do universo, que se encontra no coração.




Segundo Romano (2005 [não publicado]), a história de origem do Nataraja é atribuída à Deusa Parvati, filha do Himalayas, em sua forma da Deusa Kali em uma competição de dança no Templo de Chidambaram em Natyamandapa. Estavam envolvidos, também, todos os outros seres divinos: Saraswati que tocava sua Veena, Indra tocava a flauta, Brahma tocava os címbalos, Vishnu tocava o Mrdungam, enquanto Lakshmi cantava; Vishnu fazia o papel de juiz da competição. Os Deuses, semi-deuses, apsaras, yakshas, gandharvas, todos testemunhavam a dança celestial. 
Tudo levava a crer que Kali venceria, pois estava dançando muito bem, mas Shiva com medo de perder, teve uma idéia para derrotá-la e a colocou em ação: deixou seu brinco cair no chão, e pegou o brinco do chão usando seu próprio pé, e levantou sua perna para colocá-lo na orelha. Kali não podia fazer este tipo de movimento porque era inadequado à uma mulher, portanto, perdeu a competição. 

Segundo Sarabhai (2007) Parvati foi a primeira professora que ensinou dança às pessoas na terra. E que Bharatha teria pedido ajuda a Shiva para os primeiros passos de dança.

Outra versão de sua origem, de acordo com os Puranas, diz que os rishis questionaram a relevância de Deus, questionando que apenas a ação tinha importância já que o Karma era tudo. Para remover a ignorância, Shiva tomou a forma de Sundaramoorthy e foi até a vila, encantando todas as mulheres que o seguiram. Os rishis enganados, ficaram enfurecidos e tomados como tolos conduziram uma cerimônia védica para destruir Shiva. Primeiramente do fogo veio o demônio Muyalagan dando inicio à dança cósmica. Shiva prendeu o demônio Muyalagan sob seu pé e as cobras que vieram do fogo se tornaram à guirlanda de Shiva. Um veado de grandes chifres se tornou pequeno e foi segurado em uma das mãos. A pele de um tigre foi retirada e usada como sua própria roupa enrolada na cintura enquanto com a outra mão capturou o fogo. O som do mantra se tornou suas tornozeleiras e então a forma de Shiva Nataraja se manifestou; segundo Romano (não publicado).

Segundo Gaston (1996), Rukmini Devi foi a primeira a colocar na sala de aula uma estátua de Shiva Nataraja; mas para algumas dançarinas isto não era preciso, pois o que deve existir é devoção dentro de cada pessoa.

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Natyakshithi - Curitiba/ PR



O grupo Natyakshithi começou suas atividades em 2010 na cidade de Curitiba – PR, sob a direção de Miriam Lamas Baiak. Natya significa dança e kshithi lugar, “lugar da dança”. O nome foi escolhido pela nossa Guru,Vani Rajgopal. O grupo faz apresentações de Bharata Natyam, dança folclórica e Bollywood.

Email: natyakshithi@gmail.com
Site: natyakshithi.wix.com/site
Fone :(41) 91446381


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MARGAM (repertório tradicional) - Bharata Natyam



Margam em sânscrito significa caminho, trajetória; geralmente se refere aos itens tradicionais dançados em uma apresentação completa do Bharata Natyam. O repertório como conhecemos hoje foi apresentado pelo famoso Quarteto de Tanjore, entre os anos de 1798 e 1824. Uma apresentação tradicionalmente é composta de Pushpanjali; Allaripu; Jathiswaram; Shabdam; Varnam; Padam; Ashtapadi ou Devaranama; Tillana e Mangalam. Podemos encontrar alguns itens diferentes, como os descritos por Balasaraswati[1]: allaripu, jatiswaram, sabdam, varnam, padam; javali, tillana e sloka. E ainda encontramos outros itens que não são muito usados atualmente como Kirtanam e Devaranama  e outros que foram inspirados pelo folclore como Kavadi Chindu.

Existem 3 diferentes tipos de itens:

NRITTA- Itens de dança pura, rítmica, composta pela combinação de passos (Jathis e Korvais). Sem significado, interpreta a linguagem do corpo com a ajuda de movimentos que criam belas linhas e curvas.
NRITYA- Item que possui a combinação de ritmo com expressão (abhinaya). Transmite significado poético com a ajuda de expressões, posturas e andar rítmico.
NATYA- Dança dramática e expressiva. Performance de um tema, fábula ou história. 

A seguir, a variedade de itens que podemos ter no repertório tradicional (Margam).

PUSHPANJALI- o artista saúda Deus, o mestre e a audiência, oferecendo flores. Geralmente um item de pura nritta.  É também um aquecimento para preparar o corpo durante as próximas horas de desempenho.

 Por Deepa Mahadevan

THODAYAMANGALAM- item de saudação com partes de dança pura e expressiva. Tradicionalmente cantado e dançado nos templos quando as deidades saem em procissão. Geralmente dedicada a Vishnu e suas encarnações.

Por Shoba Narayan

KAVUTUAM- é uma forma de dança invocatória que significa hino. È um dos itens mais antigos que ainda são conhecidos. Realizados para uma deidade específica, Kavutuams são rápidos e breves e mostram passos de pura nritta com um pequeno sahitya (demonstração de abhinaya) para a deidade. São geralmente cantados em uma rara linguagem de origem tântrica.

por Florence Vasanta Auboux

ALLARIPU- Dança rítmica simples e breve, com a complexidade dos movimentos aumentando conforme a velocidade do ritmo aumenta. Allaripu em linguagem Tamil significa uma flor de lótus abrindo, uma analogia da consciência corporal sendo despertada; aqui se dá ênfase a todos as partes do corpo usadas na dança, começando com os movimentos de cabeça. Geralmente não possui melodia, só ritmo.

Por Lakshmi Ramaswami

JATISWARAM- Item de puro Nritta. Seu nome vem da palavra: jatis que são padrões rítmicos e composições (ragas) que usam as melodias indianas com as swar (notas): sa, ri, ga, ma, pa, da, ni - equivalentes ao do, ré, mi fá, sol, lá, si na música ocidental. É mais complexo que o alarippu, tanto na coreografia como na música, pois possui uma melodia além do ritmo.

Por Madangopal Narayanan

SHABDAM- é um item aonde há peças rítmicas curtas, assim como algumas linhas a que o dançarino executa o abhinaya, ou expressões emocionais. O tema da música é devocional e os movimentos são em velocidade média. Normalmente descreve a infância de Krishna, mas também pode falar de outros Deuses.

Por Subhalakshmi Kumar

VARNAM- é a parte mais vigorosa no repertório, o grande teste de habilidade. O Varnam tece combinações rítmicas complexas com sequências da história, que exigem precisão, ricas expressões interpretativas e grande vigor físico. Pode durar entre 30 minutos a quase uma hora, mas um bom dançarino fará com que pareçam minutos mágicos. O tema tradicional do varnam é a situação da heroína (Nayika) implorando a sua amiga (Sakhi) para trazer seu amado herói (Nayaka), simbolizando o desejo da alma a se unir com o divino.

Por Vidhya Subramaniam

PADAM- um item de abhinaya, que raramente contem partes rítmicas. Geralmente é um monólogo musical narrando expressões de devoção.

Por Deepthi Prasad

JAVALI- similar ao Padam, a diferença é que aqui se representa  um tipo de amor conjugal mais mundano e erótico. Situações corriqueiras da vida são retratadas, tomando como exemplo as lendas dos deuses e deusas.


Por Ganesh Vasudeva


ASHTAPADI- São contos escritos pelo famoso poeta Jayadeva, descrevem o amor entre Krishna e Radha. Esse item também é muito usado na dança Odissi, já que Jayadeva era do estado de Orissa.


Por Anita Ratnam


KIRTANAM OU DEVARANAMA- é uma peça devocional exaltando a bhakti ou devoção, destacando as qualidades de uma certa deidade. As músicas geralmente são composições de grandes místicos e sábios.


Por  Irina Iskorostenskaia e Nadejda Kovriga


KAVADI CHINDU- item rápido e alegre, com muita expressão, baseado nas canções folclóricas de Tamil Nadu. Geralmente é dedicado ao deus Murugan.

Por Laveenia Sivalingam

THILLANA- geralmente o último item, cheio de movimentos complexos e posturas. È executado com uma atitude alegre, tendo  passagens curtas e rápidas de nritta aonde se demonstra todos os 5 ritmos básicos, com um verso (Sahityam) com abhinaya mostrando a deidade a qual é dedicado.

Por Shree Bharatalaya

MANGALAM- aqui o artista saúda novamente Deus, guru e audiência, e agradece a todos presentes.

Por Alisha Menon

(1) Balasaraswati, segundo Raman (2001), acredita que um item é uma preparação para o item seguinte, explorando a essência universal das emoções. Sendo que também são uma yoga, porque une o corpo e a mente em uma perfeita disciplina que também é espiritual.
Namaskar!
DIB
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O Aprendizado de Bharatanatyam - Dança Clássica Indiana

O Aprendizado de Bharatanatyam - Dança Clássica Indiana
“Qualificação e formação de bailarinos no Brasil”

Por Krishna Sharana (Cristina F. Brauwers)

Conhecendo o fundamental nas Danças Clássicas da Índia
Basicamente podemos dizer que há características fundamentais para  se tornar um professor de “Dança Clássica Indiana”:

1. Autorização (ser devidamente qualificado para a atividade);
2. Repertório (conforme a tradição que realize);
3. Talam e compreensão básica da escala musical e melodias respectivas da música clássica;
4. História, Tradição e Linhagem;
5. Atualização (constante e próxima aos mestres clássicos);


Estas características devem ser consideradas importantes em qualquer Dança Clássica Indiana. Segundo algumas linhas de tradição artística, existem atualmente 8 (sete) estilos clássicos de danças na Índia: Bharatanatyam, Odissi, Kathak, Mohinniattam,  Kathakali, Sattriya, Manipuri e Kuchipudi .
Do mesmo modo como no Ballet, o Bharatanatyam possui diferentes posturas e passos complexos; padrões estéticos, e um repertório variado. A partir disso, os mestres preparam o aluno para que tenha determinado padrão para fazer suas apresentações, especialmente num patamar de “proficiência solo” e, futuramente, num padrão ainda mais elevado para ensinar, quando se tornar um professor. Vejamos, então, cada uma das características fundamentais:

1- Autorização - a Autorização para ensinar esta dança, provém de alguém que já aprendera de outro mestre (sucessão discipular) e está passando o conhecimento a diante. O professor autoriza o discípulo quando sente que ele está pronto, em parâmetros de técnica e de excelência, comumente exigidos pela Dança Clássica Indiana.

2- Repertório - Na Índia, espera-se que ele pelo menos tenha-se completado um mínimo de aprendizado e várias apresentações solo, incluindo o famoso “Arangetram”, ou recital solo de estreia.

No Ocidente, em função da cultura imediatista e da ansiedade de alguns alunos se apresentarem, estas regras acabam não sendo tão rígidas, porém é necessário que no repertório os itens mais importantes como, Allaripu, Jathiswaram,  Varnam, e Thillana, sejam respeitados e apresentados.
Justificativa: o domínio destes itens do repertório, por si só, já demonstram o estudo aprofundado do(a) bailarino(a) em técnica, expressão e ritmo.

3 - Saber usar Talam: possuir compreensão básica da escala musical e melodias clássicas. Para o Bharatanatyam, o Talam é um instrumento utilizado pelo professor para dar ritmo aos passos executados pelos alunos (sequência de Adavus e combinações). Quando um professor domina o Talam, o desenvolvimento da classe é notável, além de ser uma tradição nas aulas utilizar-se o Talam e não o som eletrônico. Este conhecimento está diretamente relacionado com o estudo do Raga (melodia). Conhecer os princípios da escala musical indiana (Swara), e saber definir Raga e Tala, dentro da música, é parte do processo da dança.

4-História, Tradição e Linhagem: o praticante deverá saber a origem histórica, e a trajetória da dança ao longo dos séculos;  conhecer as Divindades, suas lendas e contos; ter conhecimento do papel dos precursores, como por exemplo, as Devadasis e Nattuvanars, e outras personalidades importantes da dança.
As danças tradicionais, cujo ensino vem se perpetuando por séculos, onde habitualmente se dá extrema importância à linhagem, ou seja, sucessão discipular na transmissão do conhecimento, seguem um processo de sucessão. A sucessão existe para estabelecer uma autenticidade do conhecimento inalterado. Cada estilo clássico possui muitas variações na forma de aprendizado e metodologia, isto variando de acordo com cada região, e com suas influências ao longo do tempo.
É importante ressaltar que foi graças a este sistema de sucessão, que a dança se perpetuou ao longo dos anos, apesar de ter sofrido restrições históricas e políticas. Cabe ao estudante conhecer e respeitar a linhagem, mantendo o estilo e a essência dos ensinamentos dados por seu professor, para que assim, a informação não se perca, nem enfraqueça a conexão mestre-discípulo. Desta forma, é criado um laço de gratidão pelo ensino da arte.

5 –Atualização - Tendo em mente que o aprendizado é contínuo, ou seja, que ele está constantemente se renovando, é indispensável que o professor atenda frequentemente às aulas, dando continuidade ao aperfeiçoamento com seu mestre e (ou) outros profissionais conceituados que possam enriquecer ainda mais sua formação.

Considerações Finais

No Ocidente, ainda há falta de conhecimento sobre essas artes milenares, e isso é marcante no Brasil, provavelmente devido ainda ao número consideravelmente pequeno de dançarino(a)s em relação aos outros países que, e em consequência, tem pouca força de divulgação desta arte. Isto, infelizmente como ocorrem nestes vazios de informação, facilita a propagação de “invenções” que equivocadamente recebem o apelido de “dança indiana”.
Todos os interessados em propagar a dança indiana de maneira respeitosa, e que estão preocupados com a reputação de sua instituição de ensino, precisam compreender todas estas colocações como um apoio e uma força a mais para seus trabalhos .
Compreende-se que todas as artes e ciências milenares da Índia dão grande ênfase ao Sadhana, ou seja, à prática que eleva o autoconhecimento. Tal prática requer paciência e dedicação, sabemos nem todos que se dispõe a aprender estão preparados para esse nível de entrega, tanto do trabalho físico quanto o mental que a dança exige.
Com base na formação tradicional de Bharata Natyam que obtive através da Aatmalaya Academy of Music and Dance, tendo recebido este conhecimento de nossa adorável Guru, Dra.Padmaja Suresh, e da linhagem do estilo Thanjavur, sentimo-nos no dever de compartilhar estas informações com todos que apreciam e desejam preservar a integridade das artes Clássicas Indianas no Ocidente.
Mesmo tomando conhecimento de que estamos em quantidade ainda muito pequena de profissionais para levantar uma bandeira como esta no Brasil, acredita-se que muito(a)s deste(a)s bailarinos também concordam com as declarações deste artigo e certamente também o fariam em suas regiões.
Cada bailarino que realmente tem amor ao seu estilo de Dança Clássica Indiana deve estudar e praticar para aprimorar a técnica e o Bhava (energia/emoção), para que definitivamente ela (a dança)  seja respeitada e adorada com respeito neste país.




Notas:
1.    Estilos de Danças Clásicas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a_cl%C3%A1ssica_indiana
2.    Repertório Clássico de Bharatanatyam (Margam): Alguns itens introdutórios – Pushpanjali, Thodayamangalam, Kavuthuam, Allaripu. Itens principais: Jatiswaram, Shabdam, Varnam, Padam e Javali. Itens de encerramento: Thillana e Mangalam.
3.    Raga e Tala: Raga é a melodia da música composta pelas Swaras ou notas musicais. Talas são os ritmos das músicas, que possuem uma variedade de combinações para cada nível da dança.
4.    Dividindades Hindus : IGS Brasil http://www.gita.ddns.com.br/hinduismo/purana.php
5.    Devadasis e Nattuvanars – As Devadasis eram dançarinas dedicadas aos templos na antiguidade, criadas para servir aos deuses recebendo toda a educacão artística e intelectual voltada para a preservação da espiritualidade e religião, recebiam apoio dos Reis e líderes para executar este trabalho, após as invasões inglesas elas perderam seu posto de importância e sua arte foi degenerada. Nattuvanars eram mestres que se dedicavam somente em manter a linhagem e o conhecimento da dança, eles eram os professores e não tinham o hábito de se apresentar.
6.    Aatmalaya Academy of Music and Dance
      Dr .Padmaja
     98/6 Krishnageet Apartments,
     Seshadripuram ,
     2ND Main ,
     Bangalore : 560020.
                 080 23343393      ,09448068993.
     http://www.drpadmaja.net
7.    Dra. Padmaja Suresh (Venkatesh): Filha de Sri Chaykar Rajan, renomado artista da Kerala, Dra. Padmaja é uma bailarina profundamente espiritualizada, professora e coreógrafa. Suas produções tem recebido aclamação da crítica em todo o mundo, incluindo a UNESCO e o ICCR (Instituto de Relações Culturais da Índia), tendo demonstrado sua arte em mais de 20 países.
       http://www.drpadmaja.net/introduction.html
Referências:
Bharatmuni. The Natya Shastra. Delhi: Sri Satguru Publications, 1986.
Kotari,Sunil. Bharatanatyam. Mumbai: Marg Publications,2007.
Krishna Rao & Chandrabhaga Devi. A Panorama of Indian Dances. Delhi: Sri Satguru Publications, 1993.
Kamdar, Mira. Planeta Índia - Ascensão turbulenta de uma nova potência Global, tradução Cristina Cupertino. Rio de Janeiro: Agir,2008.
O’Shea, Janet. Dancing Through History and Ethnography - Indian Classical Dance and the Perfomance out of the Past, pg 123 to 152. Dancing from Past to Present. Nation, Culture, Identities. Edited by Theresa Jill Buckland.London,2006.
Nandikesvara. Abhinayadarpanam - Manual of gesture and posture used in hindu dance and drama. Edited by Manomohan Gosh. Calcutta: Firma K.L.Mukhopadhyay,1957.
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Relação entre Guru e Discípulo na Dança

Por Ana Paiva

Guru é uma palavra em sânscrito. GU significa ignorância ou aquilo que não é verdadeiro, RU significa Luz ou conhecimento da verdade, portanto podemos traduzir a palavra GURU como “aquele que dá o verdadeiro conhecimento” ou “aquele que retira a ignorância”.
A dança clássica indiana é baseada na tradição Guru Shishya Parampara (relação professor - aluno). Graças a esta tradição, a dança indiana se manteve através dos tempos. A partir do momento em que nos colocamos sobre a orientação de um mestre, é nossa obrigação prestar nossas reverências de gratidão a todos os Gurus que com seu amor e dedicação, puderam manter a dança clássica indiana através dos milênios.
"Eu tenho orgulho de ter como meu Guru o senhor Sandeep Bodhanker, que me ensinou e ensina tudo com tanto amor e dedicação me mostrando a beleza, o regozijo e o profundo significado e importância desta divina arte."

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Krishna Sharana - Caxias do Sul -Porto Alegre / RS


Krishna Sharana estuda Bharatanatyam desde 1996. Em 2005, morou na Índia para aprimorar-se com sua professora e Guru, desde então retorna anualmente, dando continuidade a seus estudos. Em Março de 2011, apresentou seu Arangetram (recital solo) em Bangalore. Krishna Sharana representa o Aatmalaya Institute no Brasil, realizando aulas, workshops e apresentações, dentro do padrão estabelecido pela sua mestra Dra. Padmaja Suresh.

Email: bndancer108@hotmail.com
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Miriam Lamas Baiak - Curitiba / PR




Bailarina, coreógrafa e professora. Formada em Bharata natyam pela Sandesha (Índia); especialista em Fisiologia do Exercício na PUC PR e graduada em Dança na FAP. Possui diversos cursos em ballet, contemporâneo, jazz e dança de salão. Se dedica à dança indiana (Bharathanatyam e Bollywood) desde 2005, em 2010 esteve durante 6 meses na Índia e em 2013 e 2015 dois meses, aperfeiçoando-se em Bharathanatyam com sua Guru Vani Rajgopal.

Email:mlamasbaiak@yahoo.com.br

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